Criptofestas

Este é um projeto coletivo, em andamento, organizado por ninguém.
As criptofestas (https://www.cryptoparty.in/index) são uma iniciativa global, descentralizada, para promoção de encontros cujo objetivo é disseminar a cultura de proteção digital e popularizar o conhecimento e uso das tecnologias de segurança da informação, privacidade, criptografia e, portanto, de liberdade. Para além da simples distribuição de conhecimento, as festas, ao fortalecerem vínculos, fundamentais para que a prática cotidiana dos conceitos e técnicas repassados em tais encontros, auxiliam para que a teoria possa ser incorporada no dia-a-dia dos participantes. A criptografia só existe quando há duas pontas dispostas a usar a ferramenta de embaralhamento de mensagens. Quanto mais pessoas usando criptografia, maior a possibilidade de conversação segura e maior a proteção dos que optam por utilizá-las. Privacidade, segurança e liberdade são, afinal, fortemente determinadas pela cultura, que pode se sobrepor, em alguma medida, às tecnicas e ferramentas disponíveis, pela reinvenção e criação de alternativas. Já o contrário, a tecnologia se sobrepor à cultura de desvalorização da privacidade e da autodeterminação informacional, é muito mais difícil.

A jornalista Asher Wolf criou o conceito de CriptoParty (https://en.wikipedia.org/wiki/CryptoParty) em 2011, como reação ao avanço de mudanças legislativas para ampliar a vigilância no sistema de telecomunicações daquele país (https://theconversation.edu.au/cybercrime-bill-makes-it-through-but-what-does-that-mean-for-you-8953), em 2011. Logo, diversas organizações a favor da liberdade na rede e em defesa do direito de auto-organização politica passaram a organizar Criptofestas, especialmente após Edward Snowden vazar, em 2013, informações da Agência Nacional de Segurança(NSA) dos Estados Unidos que comprovam a coleta e análise de dados de cidadãos de todo o mundo, de forma massiva. As criptofestas se popularizaram por serem aventos abertos, não comerciais e voltados para o público em geral, não especialista.

No Brasil, o conceito de Cripfesta se popularizou com a realização anual, desde 2014, da CryptoRave, evento de 24 horas consecutivas de atividades - oficinas, palestras, debates e tudo o mais que se possa imaginar - sobre privacidade, segurança, criptografia e liberdade na Internet. O evento foi criado por um grupo pequeno de ativistas após o sucesso de público que compareceu a uma Criptofesta em 2013, montada em reação às denúncias de vigilância global. O evento é aberto, financiado coletivamente por meio de uma ferramenta online e recebe inscrições de trabalho também pela rede.


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Histórico: r1 — última revisão em 30 Nov 2018, por Geisa